Tenho lutado para experimentar e existir, para lutar e consentir nas formas (todas as formas) com as quais a delirante ilusão de estar no mundo impregnou a realidade.

Não desejo continuar enganado por ilusões.

Morto para o mundo; para aquilo que para todos os demais constitui o mundo; finalmente caído, tombado, erguido dentro do vazio que eu havia rejeitado. Tenho um corpo que experimenta o mundo e vomita realidade.


Antonin Artaud






CHARLES WRIGHT AND THE WATTS 103rd STREET BAND - YOU'RE SO BEAUTIFUL - 1971

2 Comments:

At 28 de março de 2008 às 23:49, Anonymous Anonymous said...

formas feitas, pré-existentes, midiáticas, toda a herança cultural, publicidade, arquitetura, música, cinema, terminologia científica, receitas de culinária, o que mais quiser... tantas formas, imagens, símbolos, discursos... entulhando o mundo, tornando o mundo um "mundo", idéia, linguagem, sentido... o que fazer com tudo isso, com esse acervo tão indigesto?

a dita "cultura" é um labirinto... no momento em que aprendemos a falar e a ordem simbólico vem regrar nossa mente e disciplinar o corpo, estamos perdidos, caímos num labirinto...

transcender os limites racionais da língua e da realidade... mergulhar no vazio e no caos... romper os muros do labirinto... sair dos programas de formatação e jogos de linguagem... não impor ordem alguma... eis o avesso da civilização, que é sempre um programa de formatação, do caos para o cosmos... então, é possível retroagir, voltar atrás, viver aquém dos hologramas históricos? mesmo que por um breve momento, que tal SENTIR A VIDA para além de qualquer "cultura"...

 
At 29 de junho de 2008 às 10:23, Anonymous leandro pinto said...

a infância sofre
a infância chora
a infãncia apanha
a infância morre
a infância é nossa
a infãncia estranha

 

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