
LITERATURA É TERRORISMO
{a literatura# diferente da Literatura (que é produção de uma nação# de uma lingua# de um povo# de uma oligarquia das letras# de um mercado)# sendo hipertexto nevralgico# não pode deixar de manter em fogo todas as contradições do seu fazer# do seu ao redor# do tempo & das redes que fizeram ela ser nodulo de força negativa# inutilidade virotica* como forma afiada de reflexão não participa de utopias & políticas# faz parte das dimensões filosoficas & dos devires de resistência* sua forma de existencia é proteiforme*}
{a literatura é clareza & opacidade# articulação e desarticulação# choque etico-filosofico porque estetico & estetico porque etico-filosofico: sua meta é sutil# direta & violenta* sem os “objetos” modernos & pos-modernos que apenas criam mercadorias brincantes & vendaveis: o mercado dos marginais# dos excluidos# dos malditos sendo somente mais um rotulo*}
{a literatura deve# portanto# ter como horizonte uma revolta radical tanto contra os campos de “direitista” quanto contra as “esquerdas”# duas dimensões ridiculas de um mundo perigoso* ao mesmo tempo tentar combater as especies de insensibilidade & apatia muito comum nas sociedades mercadocentricas* não é preciso matar ninguem nem destruir nada# não é preciso roubar ou raptar# o que seria ainda se manter dentro da vontade do mercado# do mau gosto das midias & bons-sensos# dos poderes respeitaveis de governos & leis*}
{literatura é destruição por dentro# nas minusculas crenças# no fazer & no desfazer* ilusão & realidade em choque & dissolução: instaurar no centro do mesmo todas as alteridades radicais* olha o despertar da consciência pra sua dimensão virtual# produtora# reprodutora & mantenedora do existente* fazer fluir e confluir a desconfiança & o ilogico & o contradictorio*}
{para que não haja alivio e consolo ficcional: oposição: pra cada forma# estilo# escola# genero criar parodias muito serias e equivalentes* tomar uma posição passa a ser um ato destrutivo# anarquico# algo contrario e desvelador* pra que não haja somente um contar de historias# com a completa “ausencia de problemas”# como se o real fosse revelado jornalisticamente (o estilo nacional da Literatura brasileira)# o que leva ao budismo literario# isto é# a “tranquilidade nacional da alma”: difundir a intranquilidade*}
{atingir o imaginario# o simbolico# a dimensão virtual de crenças & valores@ a natureza & o natural na sua profundeza de criação social: se a natureza não existe tudo é possivel@ a lingua em sua gramatica# em sua inteireza senhorial# em sua logica & poder@ a palavra sem senhor@ reordenar os sonhos & desejos no caminho dos desejos & dos sonhos@ a formatação dos individuos enquanto atividade social@ a vida das palavras@ os sentidos & projetos singulares & grupais@ os pilares do real enquanto criação viva da praxis & seus fantasmas*}
{literatura é libertinagem que assume a critica radical# a desconstrução# o ataque em todas as dimensões literarias# a paranoia# a obsessão# a descentralização do eu# o desaparecimento da identidade viciada# a publicação como meta & função (a literatura flui nos hipertextos ate quando é somente papel)* sem poder# sem querer o poder# sem sonhar o poder* ver o poder por dentro das palavras# no seu ritmo doente# na sua circulação monetaria*}
{bricolage integral mas tambem a totalidade tolstoiana* tudo & nada* racionalidade & irracionalidade* mascaramento & desmascaramento* util & inutil* civilizado & barbarie* dualista# multiplo# triptico# unitario* todas as tribos & tribo alguma* todas as filosofias & nenhuma* todas as formas pra deformar# todos os ritmos pra desritmar# todas as musicas pro silencio*}
{praticar a oposição* tocaiar# atingir# danificar# molestar & tornar ridículo# no caso especifico# a Literatura brasileira# a lingua# a nação# os mitos de fundação# a patria# as instituições respeitaveis# não os escritores# que são uma manada de cães de guarda das letras nacionais em seu estafante oficio & vocação*}
{a literatura [ao não aceitar a língua do senhor nem as artimanhas dos escravos & agregados# dos funcionarios publicos & trabalhadores com suas logicas de drible@ ao multiplicar os corpos# sentidos# as cores# as historias# as humilhações@ ao estar conscientemente contra o mercado e seus cliches@ ao criar tempo@ ao articular os nodulos perversos desvendando os planos virtuais@ ao criar ilhas de resistencia provisória@ ao difundir essas ilhas@ ao nada respeitar# ao nada seguir# ao nada propor@ ao não aceitar nenhuma forma de estado@ ao expor os silenciamentos# os silencios# as invisibilidades@ ao por muitos sexos onde se vive apenas dois & muitos corpos onde se percebe apenas um & ao multiplicar tudo ate o nada & o caos@ ao desenvolver desocultamentos com as crenças# as singularidades# os tipos# os modelos# os poderes@ ao questionar os sensos# as razões# as praticas@ ao dizer não# ao vivenciar & materializar o negativo# ao parodiar# ao exercitar a liberdade de expressão@ ao minar as naturalizações & universalizações expondo a praxis em sua produção virtual] é terrorismo*}
{literatura é# antes de tudo# masturbação: porno-grafia que liberta: o libertino não é o escritor* pros outros pode ser outra coisa* mas se ela não for masturbação sera transformada em virtude & estilo# tradição & mercadoria# nacionalidade & lingua* sua essencia ser masturbatoria# impessoal# negativa# terrorista não impede a mercantilização# mas põe no seu eixo a falta de ordem# de ritual# de poder# o desrespeito# a não aceitação# a multiplicidade# a imoralidade# a amoralidade# as contradicções# a não identidade# todas as cores & sexos*}
{vandalizar & desfigurar & retaliar & esmagar & desnaturalizar e dessociabilizar e desistoricizar com arte# nunca com burrice# costume# beleza# educação# tradição# respeito*}
{a literatura é contra a propria literatura & contra a Literatura@ contra o escritor# o agente cultural@ contra o pais & os pais@ contra os filhos@ os direitistas# os esquerdistas# os religiosos# os cientistas# os criticos@ contra os jovens# os velhos@ contra todas as classes@ contra as escolas# as academias# os movimentos# os partidos# os politicos# os grupos# as seitas# as empresas# o trabalho & o lazer: so é a favor do contra & contra isso tambem: sem se começar a devorar pelos dedos dos pes não se começa a literatura: sem que os olhos caiam na iluminação não ha poema# não ha literatura*}
Alberto Lins Caldas
DOWNLOAD: ITALIA VIOLENTA -THE BEST MUSIC OF ITALIAN'S POLICE MOVIE - VBR
http://www.badongo.com/pt/file/7784624










3 Comments:
um "conto" de alberto.
__________________________
wyk
alberto lins caldas
*
é coisa depois da outra
não quero ficar idiota
q fazer com o tempo?
- tempo -
aquele q é somente eu
- y desperdisso como se fosse areia -
- esterco -
- agua -
catarro em dias de febre
temo por mim sabendo
q não sou nada diante do tempo -
da destruissão -
y do esquecimento
tudo q fizer tara fadado pro nada
quando penso na eternidade perco dia
perco fome
- deliro -
tudo isso porq deus se recusa
morrer duma vez por todas
esse cadaver esquisito teima persistir
- seja embaixo das coisa -
- seja dentro da gente -
- seja escondido -
- o desgrassado -
em palavra y imagem
- y não é porq exista -
mas exatamente porq não existe luta em desaparecer -
o infeliz
y sem existir é eterno
- y eu aqui nessa lama -
- nesse desconforto -
- nessa loucura -
- nesse vomito -
- nesse desperdicio -
*
o trabalho
o eterno
vc é capaz de ver isso?
não existe eterno
num instante me apavoro
basta pensar sobre o mundo
- sobre mim -
- sobre vc -
q perda de tempo
q coisa ridicula
?pronde isso leva a gente
todos com a consciencia tranquila
- as manada -
- as tola manada -
comendo quando podem -
trepando y pensando nisso o tempo todo -
fazendo o mal
- sonhando o mal -
pra nada
a natureza não tem nada com isso
o vento não tem nada com isso
a terra não tem nada com isso
somente os outro y eu mesmo
- o tempo y deus
pra comessar -
porq existe pai
- mãe -
desejo y orror
a moral é somente palavra
palavra podre
mentirosa
serve somente como espelho
é pros olho
- pra boca -
pras esquina
pros dia
- pras ora -
onde tamos acompanhado
a vida me deixa confuso
vc me deixa confuso
eu me deixo confuso
a puta q pariu me deixa confuso
o dinheiro me deixa confuso
- a loucura - o sexo - a burrice -
me deixa confuso
é como seu não tivesse mais vivo
sei q vc tem carne
tem sangue como eu
espero
ter carne y sangue
y q todos qeu vejo
inda tenha carne y sangue
y como tudo parece ser somente carne y sangue
é essa a lei do mundo
nada de deus
- moralidade -
amor y essas coisa imbecil
carne y sangue
pois não é isso
la no fim o q todos procura
la no fim?
pois existir é somente isso
carne y sangue
é o q faz a felicidade da manada
mortos vão varrer o tumulo
- escovar os osso -
- lamber cartilagem -
cheirar a podridão sem fim da gente mesmo
y a gente mesmo se enroscar na gente
como nos brasso das femea
não existe ceu
- inferno -
purgatorio renascimentos
coisas velha pra quem é tolo
somente chão duro
- provisorio do caixão -
enquanto não desenterram a gente
pra festa cheia de osso
y caixão velho y corpos murcho
la no crematorio
*
quando caminho junto do rio
vejo as margem verde o azul descosido
sinto nojo de mim mesmo
- de tudo isso q rodeia a gente y entope -
vergonha da virtude y da beleza das coisa
*
não roubo tempo
não viva assim
não respire assim
assim vc apressa a morte assim
omem de bem
- consciencia tranquila -
cidadão não respira assim
omem de bem não se permite isso
tou com pressa
- muita pressa -
vai gastar os pe no cimento
pare
em pouco vai morrer
pode tar certo disso
pode acontecer tambem é algo
q nenhum da gente deseja
ficar inchado inchadão
- volumoso - nutrido - untuoso - volumoso -
pescosso consideravel
pernas grossas
cara macissa
peito abundante
mãos abundante
os olho estourando esbugalhado
querendo ve sem ve nada
qualquer coisa q não fassa
aparecer o qa gente sonha
vitima
- isso é coisa qa gente não gosta de ser -
apesar da gente ser as melhor vitima do mundo
- a carne da gente é feita pra isso -
- os sonho da gente são feito pra isso -
- a vida da gente é feita pra isso -
nada é mais vitima do q a gente mesmo
quando não é vitima
quando não parece ser vitima
vida vegetativa
- inteligencia paralitica -
lingua paralisada
é de morrer de susto
- de espanto -
num animal q não se assusta
so y tão somente o desejo do mal
logo eu q sou bom
mas não sou omem
*
não sou capaz de ser mau
- por isso não sou mais omem -
mas fui não so capaz do mal
como fiz o mal ate me fartar
mas era mal consciente
- mal pra fazer mal -
por isso tambem digo q o mal em mim
era o bem
não querendo fazer o bem
- o bem se escondendo dentro do mal -
pra não enfrentar o q o bem enfrenta
coisa inabitual
- desnaturada -
coisa q não tem nada q ver
com a gente
y q destinassão é somente o mal
- a dormencia do mal -
y não adianta raspar os pelo
não somos galinha peluda
omens
o omem me deixa tonto
- pobre diabo -
é possivel
vou embora
o tempo
o tempo fugindo da sombra
omem não tem coragem
- na verdade não tem amor a vida -
cegos como seres das caverna marinha
os pecado são volumoso
- se alastra - fede -
supura y transborda como pus y sangue velho
- ter pes y não conseguir andar
- ter olhos y ver demais
- mãos y não conseguir segurar nada
- corassão y nenhum amor
- nenhum carinho
o abismo desse corpo
- desses olho -
- dessa boca -
tanta inocencia pra nada
essa alma fede
*
sufoco
me ergo y me descuido
bato as mãos
rodo
- giro -
apago sobre a cama
- sopro -
me desordeno me descondeno
- em plena sobra -
- diante de mim -
diante dos mosquito
tudo muito quente
atordoado me encolho
no entanto
- tou apoiado no corpo -
- no tempo -
na loucura na unica razão possivel
por isso não duvide
existe finura
- existe amabilidade -
- existe desgrassa -
mas existe sentimento de vergonha
- existe sutileza y desejo -
?então porq não
?sou omem
- isso é o terror -
antes não
valia pelo tramado no silencio
agora não
o omem é sobretudo fraco
não consigo dormir
não consigo comer
não consigo andar
não consigo cagar
quero somente cama
não quero ouvir
- não quero pensar -
nem sonhar ou qualquer coisa
quero ta morto
dormente
comendo terra
fecho os olho
- tranco o corpo -
rodo desde dentro y desaparesso
- mergulho na merda do ta vivo
não sinto sequera pele
não sinto os olho
?vc disse alguma coisa
não importa nem desimporta
*
?mas como deveria passar o tempo
digo quase sempre pra mim mesmo
- não sou virtuoso - não existe virtude -
- não sou bom - não existe bondade -
então porq vivo com esse riso estupido
- ?essa carne vergonhosa dependurada -
gente como eu não tem virtude
- não tem dentro -
não tem nem fora q ninguem repara
- não tem sonho -
- não tem nada q os todo tem -
y vivem pra escaescarrar isso
como se o mundo fosse assim
y não latrina derretendo
no acido da merda y do muito mijo
*
seu fosse assim como digo ser
a todos os olho teria roupa decente
- chapeu - sapatos brilhante - aneis - relogio - oculos -
carteira debaixo do brasso y grosso volume
mas fecho os olho y tou nu y com medo
*
por isso penso demais y isso doi
porq vivo apressado como inseto monstruoso
y tudo me cansa
y tudo me escarra naquilo q sou
y não digo ou grito y ninguem escuta
ninguem deve escutar
ninguem pode escutar
- ?sera q ta todo mundo morto -
*
essa loucura é maldita porq não é loucura
vejo toda noite
minha cabessa rolar na ladeira escura
y tou la dentro sem poder nada fazer
verme dentro da fruta
rolando sem saber porq
*
?ta ouvindo
alguem rossa muito perto daqui
um corpo nas paredes
- rolam nas camas -
andam pesados no calssamento
y cochicham
?ta ouvindo
tenho medo do esquisito desse silencio
é de parar corassão
y não consigo dizer nada
ou nada desejar
como se não fosse suficiente te vivido
- sofrido -
ta assim nessa situassão
y ninguem diz nada
*
ta tudo muito claro
é a carne q ta podre
é a alma q cai nos pedasso
é a lngua qeu engulo
são meus olho q arranco com a ponta dos dedo
y ninguem diz nada
*
vem tempestade
ousso
- sou capaz de ouvir rugidos
de muitas feras enjauladas famintas -
- feridas -
sei q gemem
- rugem -
batem na terra depois do rio
bem depois da floresta
nada posso fazer
*
como se o mundo tivesse morto
morto pra não ouvir
- morto pra não ver -
morto pragir
- morto pra sonhar -
- mas não ta morto pro mal -
não ta morto pra me destruir
pra nada disso ele ta morto não
*
ai vem eles
como bestas sem fim
lambendo o sal da existencia
nada querem saber
vivem somente preles mesmo
?mas assim não é o mundo
tem muito tempo é deles tudo isso
?ta ouvindo
a gente parece arvore
- a gente é folha -
- frutos podre -
raiz morta nessa terra aloprada
por cada vento filhodaputa
y a gente ri como se nada disso existisse
- como sagente fosse feliz
y a gente risse pornada -
cagada q leva as tripas
y doi pra cacete
- o mundo se acaba -
a gente perde o gosto
*
terra morta
- rios seco -
- mar devastado -
- gente caindo aos pedasso -
y a gente vive como se nada disso fosse assim
- como sagente tivesse num paraiso -
sempre em festa
- como reis doutros tempo -
palhassada
*
a carne despenca dos osso
- osso se dissolve na carne -
- olho pendurado -
- unha arrancada -
- sexo estourado -
- tripas correndo pelo chão y a gente rindo -
- em festa -
como se nada
*
nada acontece de novo faz tanto tempo
- olha ali a fumassa dos ultimos corpo -
- olha ali a cinza dos penultimo -
- olha ali o silencio de toda a gente -
- olha ali o qa gente pode fazer -
- olha ali o final de tanta tolice -
- olha ali enfim a gente reduzido
ao q a gente sempre foi -
*
y esse desejo andando atras de mim
como cachorro cego
- esse sonho andando diante de mim
como cachorro de pobre -
essa ilusão cobrando todas ingenuidades
como seu fosse inda mais culpado
*
veja ali o limite da cidade
- y as ruina -
- y as chama alta como muralha -
- y os grito -
y o correcorre como se fosse inda possivel fugir
inda bem q miscondi
- guardei algum dinheiro y vou escapar
*
não existe consciencia
tamos morto
y disso a gente muito bem sabe
somos louco q sonha a razão
mundo palhasso
mundo terrivel
somente macaco vestindo calssa
- camisa - sapato - meia - calssa
- cachimbo - cigarro - charuto -
fantasiado de deus como lesma de jardim
imbecil astronomico
- canalha sem cura -
deve ser bonito acreditar em tudo isso
como asno cre em capim
lantejoulas do esquecimento
levantara cabessa somente pra travar pra baixo
- como peso sem fim
y bem depressa vamos atras
?q luz ?q brasas ?q nome
desfilando igual a cavalo
ostentando aquela ingloria sabedoria animal
talento animalesco
envergonha tudo
rabo sempre em pe
socio de qualquer coisa q piore ele
com ele so se aprende cavalgar y chicotear
o cavalo balanssa o rabo
animal bicho besta
feito de po de mico
feito de areia
feito de sujeira
não tem nada igual
diga bem orgulhoso
- gritando se puder -
!sou omem
repita bem alto
!sou omem
de novo - ou novamente - aos berro -
y com orgulho
!sou omem
em coro toda vez a gente deve ecoar
isso é omem
sem sentir vergonha
- sem se envergonhar -
sem enrubescer
ferinha ridicula
tudo a mesma coisa
ele morde
- arranha - mata - tortura - persegue - umilha -
mas é bicho tolo
animal tão suave não se ve por toda parte não
menos q enrolabosta
- piolho - carrapato - sanguessuga -
ou coisas do genero
segure o omem
esfregue as mão
depois lave as mão
tou vendo
o animal foge
esse bicho não tem instinto
tem somente burrice
do meu lugar pode ver outra coisa
- ele come - arrota - caga -
- trabalha se reproduz - y morre
note o resultado
veja - aprecie essa coisa -
ta vendo tudo escura
não é pra menos
vc tocou numa coisa escura - trevosa -
parente de tudo q é podre
mexa com as orelhas
- apalpe o peito - a fronte - o pulso -
- os beissos - as pernas - o sexo mole -
por falar nisso
- tem muito desejo mostrar a utilidade dos dente
- veja -
quando enfio meus dedo dentro da boca
ele simplesmente morde com forssa
- não somente praqueu retire meus dedo -
mas pra q sacie seu odio
ele não vai agir igual cão - a gato -
omem não é animal domestico
é a sombra do burro
- do escorpião - da lesma -
y de todo bicho traissoeiro
feche os olho y veja
y q vão pro inferno omens y mulheres
pois são a mesma merdinha
- lados ruim das mesmas coisas -
dizem q são diferente
mas não passa da mesma materia ruim
todos são capaz de matar y de me matar y se matar
com a mesma crueldade
- o mesmo pra nada -
- a mesma perversidade -
o mesmo arrependimento frio
de quem tem fome y se arrepende depois q comeu
depois q garantiu seu pedasso de sobrevivencia
eu mesmo sou ruim
- não presto -
o resto tome no cu
*
?como vc sabe
?como vou dizer
- ele ri -
depois diz o q bem entende
sonhos terrivel
?pra onde agora
no entanto a mentira foi inventada pruma lingua
não olhe pra mim
não consigo
paz - é o q pesso -
deitado conto istorias pra mim mesmo
assim como quem sonha pra merda nenhuma
amanhã vou buscar os biscoito y o pate
o sono não veio ontem nem oje
ta ficando muito quente
não adianta abrir a janela
- as lagrima - os cabelo - a cabessa - os pe -
tudo morto
?quanto custa a vida
quero cortar o pescosso
mas isso pode me sair muito caro
eu q sempre me vendi tão barato
quanto aos outro q se dane
vc tera morte bem barata
como barata mesmo
q não seja gratuita - morte economica -
como se não fosse nada
sempre no corassão como no corpo
*
isso me matara de febre
unica coisa q minha mãe curava
não tem importancia
ninguem me levara pro ospital
fico aqui deitado na latrina como cão atropelado
la fora sol brilha
gente morre y sol continua
a gente não passa de merda
o tempo não passa de merda
o verde y os amarelos florescem - la fora -
não é bonito
não posso
?por q
porisso
tudo morto
tudo ta morto -
não existe ninguem no mundo
como se tivesse morto
morto pra mim
somente mariposas pretas
como almas perdida voam pelo quarto
com a janela aberta
sentado
chorando - falando sozinho
bem longe - la embaixo - fica a cidade escura
?consegue ver
fique pouco mais
sente
isso inda não acabou
vc ta esquisito
deseja não me escutar mais
sabe quanto tempo inda tenho
muito pouco mas isso não importa
tou gelado nesse calor
suor esfria
vc não vai sentir frio
?vc diz alguma coisa
nada
como lamina vermelha
?q é q vc quer fazer
vc ta palido
?inda não
inda mais
sinto calor - agora sinto calor -
é assim
não tenha juizo
?vc sabe cantar
q indelicado o amor
guarde sua piedade proutro
tão somente porq trepamos de mãos dada sob a janela
não precisa me olhar assim
- durmo sozinho - morro sozinho -
vc não é muito abil
?vc acha q matei alguem
?sou assassino
?por q ta rindo
?por q não olha pra vc mesmo
me deixa em paz
vai me denunciar
existe essa coisa fria - molhada -
quero ir embora daqui
quero mergulhar numa agua escura
- como pedra imensa -
como se ja tivesse morto
- não quero ver - não quero ouvir - não quero desejar -
a lua parece uma porca louca
fui mais perto - inda mais perto
?ta ouvindo
tudo é silencioso
?por q ta tão palido
não fui eu
tua morte é somente tua
por isso - acorde -
?sera q inda tou suado
tenho de me lavar
acordar
la fora alguem se afoga no nevoeiro
- na cinza - na fumassa - nos inseto -
todos desapareceu
- vamos depressa -
- senão eles virão aqui pra dentro
nenhum omem não é bom companheiro
A menininha sapeca
não brinca sozinha
e nem de boneca.
Adora pirulitos
e comer meleca,
mas cobra muito caro.
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